MÚSICA

A melodia que trago comigo é sempre aquela que embala meus sonhos mais secretos e meus desejos mais intimos... A melodia que se aplica a minha vida é aquela que insistentemente não sai da minha cabeça e quando me dou conta, canto sem medo de errar a letra ou esquecer o tom...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Desabafos

É muito mais fácil observar nossos problemas como expectadores que como protagonistas. É como aquele ditado: "a grama do vizinho é sempre mais verde". Mas a gente só sabe das coisas mesmo, quando estamos passando por elas.

É muito mais fácil ir para a frente do PC e colocar nossos desgostos numa página da web de forma "interessante" e engraçada, esperar as reações alheias e fingir que nada está nos atormentando.

A gente passa por um monte de problemas e tende a querer pensar, sempre, que o nosso B.O. é maior do que o de todo mundo, que só a gente sofre e cria um monte de crises bobas, fantasiadas por não saber extravasar nossas angústias...

Hoje aprendi a não esperar demais das outras pessoas, pois posso e vou me decepcionar quando menos aguardar. Aprendi que nem tudo o que parece é de fato. Que todas as coisas, pessoas e suas atitudes, dependem da ocasião e do que convém no momento. Que sem perceber e, às vezes, querendo mesmo, sou fingida, que minto (até pra mim), que brinco com as emoções alheias... e tudo isso pra quê? Auto-afirmação?! Não, já passei por essa fase... Talvez por defesa ou por carência, ou insegurança, ou será falta do que fazer?!

Se falo que rio dos meus "causos", é porque de tanto chorar, faltou-me a dor, esgotaram-me as lágrimas e sobrou apenas o riso. Ora alegre, ora amargo, ora dissimulado, ora sem vontade e, por muitas vezes, sem fé na vida.

Aí é quando lembro que rir faz bem a pele, aos músculos, que age como uma injeção de ânimo ao temperamento e me iludo sorrindo sozinha, à toa, em meio as minhas aflições pra ver se ajuda realmente a melhorar, como fala na canção.

Meu riso é uma fuga que nem sempre resolve. Daí canto, danço ou escrevo... por fim, bebo! Engulo minhas amarguras por um breve instante de porre, depois, quando a ressaca chega e a lombra passa, vêm tudo a tona e saio sorrindo nóiada pra, mais uma vez fugir... Mas até quando?
Daí volto a achar que só acontece comigo, na minha teoria absurda de conspiração, porque a grama do meu vizinho é sempre mais verde...

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