Finjo ser quem não sou!
Finjo não sentir o que me atormenta!
Faço de conta que meus delírios são reais...
Invento estórias fantásticas!
Crio expectativas surreais
Nas quais sou mocinha e vilã:
Vilã dos meus acertos
Protagonista dos meus erros.
Uso quem de mim se aproxima
E me cedo devagarzinho na esperança
De utilizar sem me envolver.
Usurpadora de mim mesma!
Me esquivo dissimulando tão bem o que sinto
Que, às vezes, eu própria acredito em minhas fantasias
E me perco nesse meu mundinho de faz de contas
E tudo isso pra quê?
Defesa? Talvez...
Medo? De certo que sim.
Quem sabe a pessoa que vejo na frente do espelho
Agrade-me muito mais que esta essência
Que trago guardada e quando se revela
Corrompe-se nesses receios que disfarço tão bem.
Daiana Darling
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