
Depois de tanto vacilar me distancio
De tudo que o humano em mim se apegava;
E largo agora dessa mão que me amparava
Em meu caminho protelado, doentio.
Cambeteio por entre as pedras da estrada,
Equilibro-me na navalha em fino fio,
Vendo o medo que preenchia o meu vazio,
Ir, aos poucos, se transformando em quase nada.
Se tantas vezes nos prendemos por receio
Da solidão; (Remédio amargo dessa vida)
Ignoramos sua face necessária.
Estar sozinho é encontrar-se sem rodeio
Com o que existe na chegada e na partida;
É o balanço dessa vida temporária.
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