ADEUS, não vou procurar inventar palavras
para emoções sem lágrimas
para mãos que não dão nada
para músculos flácidos
e pensamentos distantes.
ADEUS, não vou pensar numa lógica,
que justifique as lógicas,
os termos da retórica clássica,
as naturezas mortas,
as cavalgadas dos enigmas.
ADEUS, meus amigos!
Estou aqui e não vou pretender
estar na vida de graça sem pagar nenhum preço.
Se continuo aqui, tenho de estar preperado
para os sacrifícios e os preços
das urnas funerárias e dos banquetes festivos.
ADEUS!
daiana cruz
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