
Uma parte de mim briga; outra prega paz.
Uma parte de mim é todo mundo; outra parte é ninguém,
fundo sem fundo!
Uma parte de mim chora; outra parte rir de hora em hora.
Uma parte de mim é multidão; outra parte é estranheza e solidão.
Uma parte de mim é permanente; outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim pesa, pondera; outra parte delira.
Uma parte de mim é fluxo; outra parte é pura estagnação.
Uma parte de mim é só vertigem; outra parte linguagem.
Uma parte de mim fala; outra parte, insistentemente, cala.
Uma parte de mim, de mim só uma parte, que ao todo se reparte.
DAIANA DARLING
Primoroso labor em cima destes versos. A edificação paradoxal destas palavras exoneram à tona a esmeracidade que a autora deitou sobre seu texto. É aquiescido por ela a primazia pelo bom grado, sem dúvida, precípuo fim desta mesma. Só congratulações tenho a dar a esta bela conotação do egus inerentis.
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