MÚSICA

A melodia que trago comigo é sempre aquela que embala meus sonhos mais secretos e meus desejos mais intimos... A melodia que se aplica a minha vida é aquela que insistentemente não sai da minha cabeça e quando me dou conta, canto sem medo de errar a letra ou esquecer o tom...

segunda-feira, 8 de março de 2010

As breguices do AMOR



O amor é um sentimento ímpar e brega. Sim, ele é muito brega. Ou melhor, ele nos deixa brega. Ficamos leves quando amamos e nossa existência se enche de uma elevação boba.
É cômico observar casais recém-formados. Tudo é graça. E o interessante é que quem tá de fora que percebe quão cafonas ficamos quando apaixonados.
Foi pensando nisso que enumerei algumas constatações da pieguice no amor:
1- Têm os apelidinhos que surgem com a intimidade do casal e, na maioria das vezes, não são nada fofos. É um bando de macacos-velhos falando e agindo quem nem bebês.
2- É uma necessidade de escrever. Parece até que baixa Machado de Assis e Eça de Queiroz.
3- Também têm as cantigas tema do casal. Somos mais sensíveis e compreensivos quando enamorados.
4- As demonstrações públicas de afeto, declarações de amor e, por fim, as mãos dadas... é um grude até pra ir ao banheiro. Parece que é preciso que todos saibam o quanto "Zé" estamos.
5- A gente vê beleza em tudo. É uma invasão de alegria. rimos do vento e para o vento. Nosso humor fica aguçado.
6- Ficamos exageradamente vaidosos, vestimos umas 200 roupas a cada encontro.
7- Somos generosos... mãos-abertas. Queremos impressionar.
Mas é assim mesmo: você sente necessidade de "ser brega". A gente fica num estado de euforia. Porque a breguice nada mais é que ser feliz, é seralegre, é não se importar com as opiniões alheias(mesmo quando você paga mico conscientemente). Queremos que todos vejam e sintam nossa pateguice. E por mias que você sinta repulsa pelo termo, você se torna brega sem perceber. Pois é bonito ser brega. Bonito e ilário.
E quem nunca o foi que atire a primeira pedra.

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